Quinta-feira, Junho 15, 2006

O melhor do Biquini







Esta banda irreverente surgiu no ano de 1983 e até hoje faz sucesso com suas músicas de letras cotidianas. Quem nunca esteve em um dia de “Tédio”, ou que não tenha se sentido como um Zé Ninguém, como fala a letra da música “Vento Ventania?” Pouco provável, não é? Desde o início a banda mostrava que é uma das grandes, a escolha do nome, foi um presente dado pelo amigo Hebert Vianna.

Talvez pela própria “Timidez” de alguns integrantes da banda, eles conseguiram demonstrar tão claramente através das letras, sentimentos que às vezes não conseguimos colocar para fora. E para as pessoas que sentem esta dificuldade, então, vai uma dica: vale a pena conhecer o álbum lançado em 1994, “O melhor do Biquíni”.

Para quem é fã, vale a pena conferir o site oficial:
http://www.biquini.com.br/ que contém várias novidades sobre a banda, além da agenda com a programação dos shows, e uma discografia onde é possível ver os videoclipes de seus principais sucessos.

Somos o quem podemos ser






Não vou sequer tentar citar os diversos integrantes dos Engenheiros do Hawaii, porque senão o meu post vai se resumir a isto. Vou escrever tentando administrar ao máximo a minha antipatia por esta banda que tem como vocalista e proprietário um sósia de Jesus Cristo.
Então vamos lá :Um dos pontos que considero positivo é que banda não surgiu na cena de São Paulo e Rio Janeiro , tradicional centro da cultura do Brasil. Sinal que é possível enxergar a produção cultural existente no resto do país. O nome do grupo, se deve a eterna rixa entre estudantes de engenharia e arquitetura, coisa mais que conhecida em qualquer faculdade que tenha os dois cursos.
Por muito tempo tocaram nas garagens e bares de Porto Alegre, até que a BMG, resolveu lançar um LP, com as bandas do Sul, e os Engenheiros só entraram nessa coletânea porque uma outra banda desistiu.
Fazer parte do time das principais bandas do país demorou muito . Antes disso, fizeram abertura de shows de muita gente famosa com quem depois dividiriam o palco . E perceberam que o caminho do sucesso não é tão simples assim.
A crítica brasileira sempre torceu o nariz para Gessinger e Cia.Foram chamados de elitistas e de facistas mas o público se encarregou de fazer a fama do grupo, o que lhes rendeu o convite para tocar no Rock In Rio II, e dividir o palco Sepultura, Guns n ‘ Rose outras bandas de peso da música mundial.
Em 93 o clima fica quente para os engenheiros(que na verdade são arquitetos) . Uma briga horrorosa leva o grupo para a justiça a fim de decidir de quem teria o direito de uso do nome da banda . A briga aconteceu entre Humberto Gessinger ,Augusto Links e Carlos Maltz.Especulações disseram que Humberto ficou muito incomodado com o fato da mídia considerar Augusto o único músico de verdade do grupo e assim desencadearam-se as brigas . Mas comprovadamente o que se sabe é que Augusto, registrou a marca “Engenheiros do Hawaii" como sua propriedade, causando a ira dos companheiros. Essa zona instalada reflete bem o que é a banda. Vontades e Caprichos...
“Somos o quem podemos ser...”
Mas a justiça deu ganho de causa a Humberto e Carlos e Augusto retirou-se da banda . (Sua permanência logicamente seria insustentável.)
Deste dia em diante a banda virou um entre e sai . Hoje em dia da formação inicial só restou mesmo o louro com cara de Cristo. E “pra ser sincero...” , os caras fizeram algumas boas músicas como “ Números” “Terra de Gigantes” e “ Revolta de Dândis”. E como todas as bandas dos anos 80 que chegaram aos anos 2000, também gravaram um cd acústico.
Mas não consigo deixar de ver esta banda como produto da indústria cultural declarado. A banda é muito “programadinha”, muito refém das vontades e caprichos de Gessinger, que precisa de “férias" para ver a filha nascer, que não consegue administrar que seus amigos de banda sejam musicalmente melhores que ele. Não me agrada o som que produzem e como a mídia, também os considero elitistas. Lembro-me da sua última passagem por Belo Horizonte, onde fizeram show no Palácio das Artes, e os ingressos estavam na casa dos oitenta reais.Fazem da música mercadoria e não arte. Tocam aquilo que está na crista da onda, aquilo que vende, aquilo que os filhos da revolução esperam escutar: nada novo, tudo programado.

Eu tenho pressa e tanta coisa me interessa, mas nada tanto assim







O Kid Abelha , talvez seja a banda que mais reflita os ideais da geração Coca-Cola.
A geração filha de Chico Buarque, Geraldo Vandré, Gilberto Gil, , estava extremamente cansada de reivindicar a favor de um país melhor, por liberdade de expressão e em prol do bem da coletividade. Com o fim da ditadura, as pessoas passam a se preocupar com seus próprios desejos, olhar mais para o próprio umbigo. Por isso, acredito que a trajetória do Kid Abelha seja a que mais reflita esse inconsciente coletivo. Nada de discurso políticos, nada de grande sucesso, apenas baladinhas românticas e público fiel.
A banda que a princípio se chamava “Kid Abelha e os abóboras Selvagens” nome este que muito provavelmente foi baseado no nome de um grupo americano de sucesso (eita falta de criatividade),reunia inicialmente os amigos de faculdade George Israel no sax , guitarra e violão, Leoni no contrabaixo, Bruno Fortunato na guitarra, Beni na bateria e para surpresa de todo pop -rock nacional da época , uma linda loura de longos cabelos no vocal : Paula Toller.
A qualidade musical nunca foi a melhor característica da banda apesar da linda voz da vocalista e das belas letras de Leoni .Como muitas outras bandas, os abelhas começaram com a reprodução de suas músicas na rádio fluminense, responsável por projetar outras bandas de sucesso.
O primeiro a pular fora do barco foi o Beni que se diferenciava do resto do grupo por seu talento musical. Do Kid Abelha , Beni foi produzir um outra banda ,que estava engatinhando : o Biquíni Cavadão.
Em 1996 , Leoni deixa o grupo , para firmar carreira solo. O grupo que apesar de ter uma identidade definida, ficou a ver navios com a saída do músico. Então resolveram recolher as "abóboras selvagens" do nome e passaram a se chamar “Kid Abelha ”. Para tapar o sol com a peneira, digo, para substituir Leoni , outra moça entra para o grupo: Claudia Niemeyer. No entanto sua entrada pelo grupo é tão discreta quanto sua saída.
Acredito que o grande pecado da banda tenha sido o medo de arriscar. (E olha que sou apaixonada com as musiquinhas do grupo )
O grupo regravou demais, deixando que os fãs acreditassem houvesse esgotado a capacidade de criar. Quantas regravações foram feitas de “Como eu quero" e “Fixação?” (Que eu posso contar , no mínimo umas quatro.)
Como se não bastasse toda essa confusão, o grupo reduz o nome para somente “ Kid”. Pergunto-me o que estava se passando pela cabeça dos abelhas nesse momento. Penso que nem eles mesmos acreditassem que a banda sobreviveria. Desde o começo da carreira, a banda foi desacreditada pela mídia, chamada de “banda de um único verão” e nesse momento esteve muito próxima de seu fim.
Mas agarrando forças do além, Bruno Fortunato, Paula Toller e George Israel, voltam as regravações , agora com o nome de Kid Abelha.
Os últimos cds “ Surf”, " Autolove”“ Pega a Vida”, mostram uma reação e amdurecimento do grupo.Parecem que estão dispostos a produzir novas baladinhas, marca do grupo, para alegria do público fiel. E assim tocam sua vidinha, vendendo músicas desde 1981, fazendo shows (olha que já tocaram até no Rock in Rio), aparecendo na mídia e “errando enquanto tempo lhes deixar passar.”

Sábado, Junho 10, 2006

Longo Caminho...

Apesar dos Paralamas do Sucesso serem considerados parte da "Turma de Brasília", por terem vivido e criado amizade com as bandas locais, é uma banda formada no Rio. Iniciado em 1982 por Bi Ribeiro no contrabaixo, Herbert Viana na guitarra e Vital Dias na bateria, posteriormente substituído por João Barone que assumiu por definitivo o cargo.

Os Paralamas do Sucesso tinham em comum o amor pelo rock, ska e reggae jamaicano, alem de outros ritmos latinos. E foi através dessa fusão musical que o trio conseguiu emplacar hits que ainda hoje estão ponta da língua de qualquer um, tais como: Óculos, Meu Erro, Vital e Sua Moto (inspirado no seu ex integrante), críticas sociais (“Alagados”) e políticas (“Selvagem”) conviviam com bom humor (“Melô do Marinheiro”), um tributo ao mestre Tim Maia (“Você”) e uma parceria com Gilberto Gil (“A novidade”).

Fruto de tal sucesso, e emplacando um hit atrás do outro, os Paralamas forma convidados pra tocar no Rock n Rio, sendo considerados uns dos shows de todo o festival, confirmando ainda mais o talento da banda. Com isso, os Paralamas iniciavam sua turnê pela América do Sul, ganhando popularidade pelos lugares que passavam com na Argentina, Uruguai, Chile e Venezuela. Convidado pela MTV Brasil, os Paralamas gravaram o Acústico MTV (1999), onde o repertorio foi repleto de releituras de canções significativas mas que não receberam a devida atenção.

Mesmo após o acidente ocorrido em 2001, A queda do ultraleve na baía de Angra dos Reis quando ele estava a caminho da casa de Dado Villa Lobos que acabou com a morte de sua mulher, Lucy Needham Vianna e o deixou entre a vida e a morte. O país inteiro acompanhou a luta de Herbert pela sobrevivência no hospital Copa D’Or em Copacabana, Rio de Janeiro.

Hoje Herbert segue com seus tratamentos, pois algumas seqüelas, mas pouco do que o seu público esperava. Para provar que não são qualquer banda surgem após sua melhora com o cd “Longo Caminho”, com repertório composto antes do acidente. Este cd comprova mais uma vez que o sucesso deles não é atoa e que seus fãs estarão sempre ao lado da banda.

Sábado, Maio 27, 2006

Você não soube me amar....


BLITZ, o septeto formado por Evandro Mesquita, guitarra e voz; Fernanda Abreu, backing vocal; Marcia Bulcão, backing vocal; Ricardo Barreto, guitarra; Antônio Pedro Fortuna, baixo; William Forghieri, teclados; o grande Lobão, substituído por Jubá, bateria traçou os caminhos do rock brasileiro nos anos 80 e teve sua formação no Rio de Janeiro do mesmo ano. Em 1982 sai o primeiro compacto, "Você Não Soube Me Amar", que obteve um sucesso estrondoso, logo seguido pelo detalhe ainda LP, "As Aventuras da Blitz". Com um rock leve, letras bem-humoradas e ótimas performances teatrais no palco, a Blitz tocou no Rock In Rio de 1985, se apresentou por todo o Brasil e no exterior e consolidou-se como fenômeno de massa. Chegaram até ao lançamento de produtos como revistas em quadrinhos e álbum de figurinha, devido à sua grande popularidade entre as crianças.

Depois do terceiro LP, “Blitz 3” a banda se desfez. Ricardo Barreto anuncia sua saída, levando a namorada Márcia Bulcão, no começo de 86. A banda, pensando em gravar o quarto disco (batizado de O Último da Blitz), ainda tenta sobreviver, mas se desintegra oficialmente no dia 7 de março de 1986. Triste fim para a banda mais divertida do pop nacional até então. Outras viriam, mas nenhuma com tanto impacto. Em 1986, voltando a se reunir ocasionalmente para shows ou eventos, apenas para relembrar os velhos tempos.

Fernanda Abreu seguiu uma bem-sucedida carreira solo com ultimo cd lançado em 2000 e Evandro Mesquita se firmou como ator, mas acredito que como ator ele dá um melhor cantor, participou de novelas e filmes, em geral fazendo o papel do típico carioca, surfista e malandro. Além disso, atua como produtor, diretor e roteirista de filmes, peças e discos.

Em 1995 a EMI lançou "Blitz ao Vivo" e dois anos depois alguns ex-integrantes se reuniram e gravaram o CD "Línguas". Mas será que nos tempos de hoje teremos publico para esse rock teatral ou este público nunca morreu, esta apenas adormecido? A única dúvida que não resta são a de boas gargalhadas...

Anos 80 x anos 90

Resolvi não postar sobre uma banda específica. Hoje pretendo falar da diferença do cenário musical dos anos 80 para os anos 90.
Eu ainda era menino, mas podia acompanhar no radio dos irmãos mais velhos o som de Titãs, Engenheiros do Havaii, Kid Abelha, RPM entre outros e percebia o tamanho sucesso que faziam com seus rocks, tendo letras legais, carisma. O movimento da época era outro, as tecnologias eram outras, e tudo sendo diferente conseguiram seu espaço e várias dessas bandas ainda permanecem no cenário musical nacional.
Agora em 2006 o que podemos ver são bandas péssimas, fazendo o som parecido com o de várias outras bandas e estourando nas paradas. Aonde vamos chegar? Sim, é lamentável ter que chegar a postar sobre isso, falar das bandas comerciais e apenas comerciais, com musicas prontas, parecendo receita de bolo, que vai fazer a cabeça das pessoas.
Vejamos um exemplo: Charlie Brown Jr, CPM22 e Detonautas se alguém souber a diferença entre essas bandas que me diga, pois para mim, é tudo a mesma coisa, som parecido, modo de cantar parecido, jeito de se vestir parecido.
É triste, pois possuímos bandas excelentes com som alternativo, letras maravilhosas(e nao qualquer bobeira) e o povo não dá valor, gosta apenas do que toca o dia inteira na rádio.
Quem sabe um dia ainda não chegamos em um momento de gozo musical, quando perceberem que nosso ouvido, nao é pinico?

OS GIGANTES


Não sei como ninguém até agora falou desses caras. Os Titãs reúnem tudo que uma banda precisa ter: carisma, boas letras , qualidade musical, conseqüentemente de muito sucesso. O nome Titãs não poderia ser mais coerente.
A banda paulista começou com uma brincadeira despretensiosa no final dos anos 70, em um festival de bandas no colégio . Os primeiros Titãs : Arnaldo Antunes, Paulo Miklos, Marcelo Fromer, Nando Reis, Ciro Pessoa e Tony Belloto , conhecidos então como os “Titãs do Iê iê”, eram meninos que formavam uma banda no mínimo excêntrica. Visual arrojado, marcado pelas cores e extravagância, pelas influências musicais que variavam do new have ao samba e ainda o fato de todos os integrantes da banda serem vocalistas e instrumentistas.
Branco Melo e Charles Galvin chegaram a banda um pouco depois, mas a tempo de participar de todo sucesso da banda. Ciro Pessoa deixou o grupo.
Quem hoje pleno ano 2006, não conhece “ Sonífera Ilha”? Foi esta letra que fez com que a música dos “Titãs”(sem Iê Iê) caísse na boca do povo, estourasse nas rádios e levasse grupo para sua primeira aparição na TV, no programa do Raul Gil.
E se este post não me render os pontos que espero na disciplina, provavelmente não deixará de causar em meu estimado professor e nos demais leitores que viveram esta época , uma gostosa lembrança.
Como o estouro da banda aconteceu antes do fim da ditadura, a banda também sofreu com a mão pesada censura. “Bichos escrotos” foi proibida de tocar nas rádios.Mas como música boa é música boa, os donos das rádios preferiam pagar a multa do que deixar a letra de protesto dos Titãs fora do repertório.
Em 1985 , dois integrantes da banda ficam cara a cara com a Polícia. Arnaldo Antunes e Belloto são presos com heroína. Foram julgados e condenados, mas por serem réus primários , cumpriram a pena em liberdade.
O envolvimento dos integrantes do grupo com as drogas sempre foi explícito.No entanto, os Titãs nunca foram vistos como uma banda que fizesse apologia ao uso de drogas. Isso é um grande exemplo para a nova galera da música. Hoje em dia, muitas bandas têm feito do uso de drogas uma bandeira para alcançar o tão sonhado sucesso.(bobinhos)
A partir dai a banda faz carreira internacional, a música continua a sofrer inúmeras influências , tudo sem perder o estilo. E só ouvir letras como “Flores”,“Go Back” e “Pulso” para perceber isto. A banda é formada por verdadeiros artistas, que cantam, compõem e tocam divinamente.
Em 1991 gravam o disco “Tudo ao mesmo tempo, agora” que marca um dos momentos mais importantes do grupo; a saída do mestre Arnaldo Antunes. Muitos errôneamente pensaram que a banda fosse acabar. Ledo engano. Arnaldo desvinculou-se do conjunto, fez carreira solo, e os Titãs continuaram compondo, cantando , escrevendo e fazendo sucesso.
Mas nem só de flores, viveu o grupo. O segundo integrante a deixar o grupo e de maneira muito triste foi Marcelo Fromer. O músico foi atropelado e não resistiu ao acidente. A família dos gigantes vive seu momento de tristeza e dor.Essa fase foi também um momento de arejar as idéias. Nando Reis deixa o grupo para se dedicar à carreira solo. Belloto escreve livro. Miklos desponta como uma grande revelação como ator de cinema .Mas a essência Titãs continua no mesmo lugar, para alegria geral da nação.
Irreverentes, fazem uma crítica dura ao sucesso instantâneo de muitos artistas no título do cd gravado em 2001 “ A mellhor banda de todos os tempos na última semana”.
Hoje a banda está na casa dos 26 anos. E com certeza mídia, fãs , crítica especializada , reconhecem que os Titãs tem uma trajetória invejável, que são muito bons , que o som que produzem atravessam gerações fazendo muito sucesso. Os gigantes são realmente a melhor banda dos últimos tempos.

Sexta-feira, Maio 26, 2006

Sucesso x Ego





Bom... tá certo que toda história tem um início, mas, a que eu irei contar não termina muito bem, então, farei um breve comentário e depois irei passar para a parte que realmente interessa: as músicas da banda RPM.
Pois então vamos lá...
Em 1984, assim como são formadas a maioria das bandas, a união entre quatro amigos formam a banda RPM (Revoluções Por Minuto). Formada por Paulo Ricardo (baixo e voz), Fernando Deluqui (guitarra), Luís Schiavon (teclados) e Paulo Pagni (bateria) a banda torna-se um dos maiores fenômenos do rock brasileiro da época, com sucessos como “Olhar 43”, “Revoluções Por Minuto” (gerando o nome da banda), “Rádio Pirata” e muitas outras. Talvez tanto sucesso tenha ocasionado tão rápido as confusões que irei descrever agora.
Em 1989, Paulo Ricardo (vocalista) inicia uma carreira solo. Foi quando começou a discórdia entre eles. O cantor optou por um rock mais romântico, que não emplacou como nos tempos da banda. No final de 2001, depois de 12 meses, voltam a composição inicial da banda, e o CD “MTV Ao Vivo 2002” foi bastante aceito pelos fãs da época e os novos adeptos que curtiram o som.
Esta parece não ser uma formação musical destinada a lidar com o sucesso. Deluqui e Schiavon, distribuem uma carta à impressa no final de 2002, anunciando o afastamento da banda fazendo várias acusações contra Paulo Ricardo. A carta acusa o vocalista de ter registrado as marcas RPM, Revoluções Por Minuto e Rádio Pirata em seu nome, sem avisar aos demais integrantes da banda. Eles o acusam também de ter criado, em segredo, uma empresa que funciona como gravadora, chamada RPM Entretenimento.
É uma verdadeira falta de respeito com os fãs, fazer com que ídolos do rock nacional briguem em público por causa de ego, de fama e de dinheiro. Analisando sobre o assunto, eu percebo que a primeira separação da banda aconteceu pelo mesmo motivo; a busca individual pelo reconhecimento e pelo sucesso.
O final desta história? Bem... a história termina em confusão. Atualmente a banda está dividida por meio de um processo judicial, onde até mesmo o site oficial (http://www.rpm.art.br) teve seu acesso bloqueado.

Terça-feira, Maio 23, 2006

Eu e Lulu, Lulu e Eu...

Lulu Santos ou Luís Maurício, como era conhecido até 1980, foi responsável por várias canções marcantes do rock brasileiro (é bem verdade que algumas viraram melôs, alvos de piadinhas, como por exemplo “Como uma Onda”, mas isto já é outra história...).
Participou como guitarrista de algumas bandas como Albatroz, Veludo elétrico e Veludo e Vímana (que também tinha o Lobão como baterista). Em 1981 lançou o seu primeiro compacto (Tesouros da Juventude) já como Lulu Santos e durante toda a década de 80 lançou vários discos “Tempos Modernos”, “Tudo Azul”, “Normal”, “Lulu” e “Toda forma de Amor”, que renderam-lhe grande sucesso e fama.
Mas a partir de 1989 uma nuvem negra começou a rodear a sua carreira e ele lançou três discos que não agradaram o público e não fizeram sucesso. Foi preciso regravar alguns sucessos e mudar o seu estilo, incrementando as suas músicas com aparatos eletrônicos, para que conseguisse voltar para a mídia e fazer novamente sucesso no cenário da música brasileira, daí vieram “Assim caminha a humanidade” “Eu e Memê, Memê e Eu”, “Anticlone Tropical”, “Liga lá” e “Calendário” em 1999. Atualmente ele está em estúdio gravando o seu novo cd, ainda sem nome e sem data prevista para lançamento...

E por falar no Lulu ...
É dono de uma personalidade no mínimo intrigante. Ao mesmo tempo que demonstra ser um artista extremamente agitado e animado, possui algumas características pitorescas e deploráveis como o mau-humor, a infantilidade e a arrogância.
O descaso com que ele trata o seu público é merecedor de uma reflexão para não ser muito radical e indicá-lo logo às “vaias”.
Esta pessoa mesma que vos fala já passou por um trauma desses quando comprou um ingresso e despendeu de algumas horas para assistir ao “show do Lulu” no ano passado. O show é muito bom, são duas horas diretas só de música, alternando entre o pop rock, o eletrônico e o rock romântico. Mas não se enganem, tudo aquilo, todos os aparatos e aparências são só “faz-de-conta” da indústria cultural, incumbida de projetar ilusões e desejo de consumo na massa capitalista, para beneficiar uns poucos que detém o poder. Puxa! Profundo isso...rs!
Em nenhum momento o artista parou para ser ao menos simpático com a platéia. Demonstrou uma total falta de interesse. Cantou, sorriu forçadamente e saiu. Ponto final. Missão cumprida.
Sinceramente, acho que quando resolvemos investir um pouco no nosso lado cultural e nos disponibilizamos a gastar nossos poucos recursos financeiros para prestigiar um artista, ficamos na expectativa de absorver mais do que uma seqüência de músicas. Não queremos só essa relação monetária do “comprou-levou”. É muito mais lúdico do que isso. Mas tudo bem... talvez o “grande” artista realmente não se importe com isso...
É por essas e outras que muitas vezes prefiro ficar só com os meus CD`s mesmo. Cantam para mim quando quero, a qualquer hora e sou EU que dou o “tchau”, desligo e saio! Fim do Show!

Quinta-feira, Maio 18, 2006

Sempre a sombra


















O litígio do Aborto Elétrico, rendeu a cena musical de Brasília e do país duas grandes bandas: uma delas já citada pela minha amiga Penélope : a inesquecível Legião Urbana e a outra sobre a qual escreverei nas próximas linhas: Capital Inicial .
Formada inicialmente por Dinho Ouro Preto, Fé, Flavio Lemos e Loro Jones, o Capital sempre enfrentou problemas de personalidade, o que é justificado já que o Dinho nem de longe tem a presença, a voz e o estilo do Renato Russo.
Dinho é filho da classe média brasiliense, morou grande parte da sua vida no exterior, pensava estudar Sociologia, até conhecer o pessoal do Aborto Elétrico. Foi na companhia desses caras que Dinho aprendeu a cantar (bem se vê que ele não era um aluno aplicado) .
Sua voz jocosa e sua figura de meninão (mantida até hoje), não foram o suficiente para dar expressividade ao grupo e as comparações com a Legião Urbana foram inevitáveis.Mas a própria banda deu sua parcela de contribuição para isso. Sempre se apegou aos grandes sucessos feitos na época do Aborto Elétrico, como Fátima e Música Urbana e os novos hits não emplacaram.
Se a banda já vivia uma crise existencial desde sempre, em 87 ela tornou –se mais evidente com a entrada de Bozzo Barreti. Um músico semi–erudito em uma banda que diz tocar “punk rock”, não poderia mesmo dar certo.
Entraram nos anos 90 em franca desintegração. Sai Dinho Ouro Preto em seu lugar entra Murilo Lima. E se Dinho tinha problemas de expressividade, existem fã
s do Capital que sequer sabem da passagem de Murilo pela banda.
Dinho tenta emplacar carreira solo. E por incrível que pareça não faz sucesso porque sua imagem está vinculada à imagem do Capital Inicial (isso é até engraçado) .
No final dos anos 90 a banda retorna como quarteto. A Legião Urbana não existe mais.Fim das comparações. Em 98 lançam o CD “Atrás dos Olhos” considerado pela crítica um dos melhores CDS da banda e deixam para atrás os longos anos negros. A partir desse CD,a banda finalmente começa a desenhar a sua personalidade.
Em 2000 decidem gravar o Acústico MTV para comemorar os 15 anos de existência com os antigos admiradores. E espantosamente a banda volta à mídia nos primeiros lugares nas paradas de sucesso, com os antigos sucessos.
Assim em dois mil e dois revigorados gravam “Rosas e Vinho Tinto” com nova mudança no time: sai Loro Jones e entra Yes Passareli. Dinho nesse momento , produz um livro chamado “Turma da Colina” onde conta a história das bandas de Brasília e o drama existencial do Capital Inicial . Esse momento de retorno à mídia rendeu muita publicidade à banda a exemplo da entrevista concedida à
Alexandre Petillo.
Mas é inegável que poucas bandas conseguiram o feito do Capital que apesar da voz cansativa do Dinho e de sua síndrome de Peter Pan,sobreviveu a muitas crises, renasceu das próprias cinzas e faz sucesso entre a juventude dos anos 2000.

Codinome Beija - Flor....


No início dos anos 80, um garoto dourado do sol de Ipanema surpreendeu o cenário musical brasileiro.
Era 1981 e os garotos do grupo que se chamava Barão Vermelho precisavam de um vocalista para completar sua banda. Enviado pelo cantor Léo Jaime, Cazuza apareceu aos ensaios aconteciam na casa de um deles no bairro de Rio Comprido. Sua voz, era adequadamente berrada para os rocks de garagem que os quatro faziam, agradou muito.
À frente de uma banda de rock cheia de garra, começou a dar voz aos impulsos de uma juventude ávida de novidades. Ele, Cazuza, era a grande novidade.
Dos primeiros shows, em pequenos teatros da cidade, ao disco de estréia foi um pulo. Com uma produção baratíssima, "Barão Vermelho", gravado em dois dias, obteve boa recepção da parte de artistas. "Todo amor que houver nessa vida" foi um dos destaques de um disco, sendo registrada mais tarde por Gal Costa, Caetano Veloso.
O Brasil saía de um longo ciclo ditatorial e vivia um clima de demo
cracia ainda incipiente, mas foi suficiente para liberar as energias contidas e o rouco cantor desfilava letras falando despudorada, escancaradamente de amor, prazer e dor.
Cazuza desempenhou um papel importante nesse processo. E quando as misérias e mazelas nacionais foram se desnudando, ele respondeu sem meias palavras.
Ao sair o segundo disco, a reiteração dessas qualidades de estilo repercutiu na imprensa.
Alguns críticos não tardaram a identificar ali a influência de mestres da dor-de-cotovelo, como
Lupicínio Rodrigues, e da fossa, como Dolores Duran e Maysa.
A expressão de sua repulsa diante desse quadro só pode ser comparada à coragem com que lutou por sua vida, no enfrentamento público da Aids. Lições de indignação e de dignidade; de como levar a vida na arte e "ser artista no nosso convívio".
A história da Sociedade Viva Cazuza foi iniciada no ano de 1990, quando Maria Lúcia Araújo e João Araújo, pais de Cazuza, amigos e médicos decidiram dar continuidade à sua luta contra o HIV/AIDS.
Entre os anos de 1990 a 1992, a Sociedade trabalhou junto ao Hospital Universitário Graffrée e Guinle, conseguindo aumentar o número de leitos destinados aos pacientes da AIDS, reformou enfermarias e berçário, forneceu remédios, exames e cestas básicas para os portadores do HIV.
Com a missão de proporcionar uma vida melhor aos portadores do HIV/AIDS por meio da cidadania, assistência à saúde, educação e lazer, a Sociedade Viva Cazuza cria oportunidades para que essas pessoas exerçam seus direitos de cidadão dentro da sociedade.
Em 1992 o centro Sociedade Viva Cazuza estava se desligando do Hospital e tendo autonomia para seguirem sozinhos... A partir daí, foi criada a primeira Casa de Apoio Pediátrico do município do Rio de Janeiro, com imóvel cedido pela prefeitura do estado.
Foi com a vontade de viver que fez de Cazuza um ícone da luta contra a AIDS no final dos anos 80. Para se enfrentar o HIV/AIDS é preciso ter coragem. Você tem que ter vontade de viver e se amar.
O Projeto Cazuza foi criado para manter viva a imagem do cantor. É um espaço especial com seus livros, discos, composições, a máquina de escrever, fotos, prêmios da MPB e tudo que resgate a memória desse cara que foi mais que um simples cantor, vocalista
e sim um lutador pela vida, Cazuza.
No pouco que viveu, Cazuza deixou uma obra para ficar. Bebeu na fonte da tradição viva da MPB para recriar, num português atual e espontâneo, cheio de gírias, e num estilo marcadamente pessoal, a poesia típica do rock. Com justiça, foi chamado de o poeta da sua geração.

Cazuza apareceu do nada mas deixou mais que fãs...ele apareceu e fez enquanto esteve entre nós! Não chamou atenção só por sua voz, letras de músicas profundas mas junto com isso deixou uma lição de vida. Foi uma pessoa batalhadora por seus ideais, lutou até o ultimo dia com sua personalidade forte e com a sociedade Viva Cazuza vai permanercer entre nós espero eu por muito tempo...

Saiba mais sobre a vida e a carreira do cantor no site
www.cazuza.com.br.

Terça-feira, Maio 16, 2006

Mudança de Comportamento

Antes mesmo da banda aparecer no cenário nacional, no fim dos anos 70, Edgar Scandurra ja frequentava com seu amigo Dino shows de Punk Rock na periferia de São Paulo e foi a partir disso que resolveu montar uma banda, e resolveu chamá-la de Subúrbio. Nessa época Edgard estudava no colégio Basílio Machado e por la sempre topava com um sujeito estranho com o apelido de Nasi. Mesmo sem conhecê-lo Edgard achava interessante o modo de como esse rapaz se vestia e depois de um tempo se conheceram e ficaram amigos. Logo Edgard convidava seu novo amigo a entrar também para sua recém banda "Subúrbio". Entre shows por aqui e ali, fizeram um show na Puc, e nesse momento surgia a banda "Ira" (sem a exclamação no final) contando com dois amigos Fábio Scatone na bateria e o baixista Adilson.
No início de 1985 essa banda paulista gravou seu primeiro LP, com o elenco da banda modificado, o nome da banda também reformulado, e, agora como "Ira!" com exclamação gravaram o LP "Mudança de Comportamento", que continha 11 faixas, entre elas, Núcleo Base, Longe de Tudo e a música que da nome ao disco, Mudança de Comportamento.
Emplacaram no mercado musical com vários sucessos e hoje já com 15 discos gravados, entre inéditos e coletâneas, só voltaram a tocar nas rádios após lançarem o cd ao vivo e o acústico.
Bem, essa volta as paradas não foi da melhor maneira, apesar da banda ser competente o suficiente e já possuir fãns de décadas, é uma pena terem apelado para o lado comercial (mesmo sabendo que para sobreviver com música, essa prática é necessária) para resurgirem. Em 2000 gravaram um ao vivo MTV com apenas 3 músicas inéditas e depois de 4 anos gravaram um acústico também da MTV com participação de artitas famosos e populares no momento, como Samuel Rosa(Skank), Pitty etc.
Parece que existem muitas bandas boas no mercado, e não é necessário fazer armações comerciais para adquirir espaço, principalmente grandes artistas dos anos 80 como foi feito com Barão Vermelho, Titãs, Kid Abelha, Legião Urbana.